21.7.10

Ovar: onde a cor tem berço - Das Ocas e Caulinos às Tintas e Vernizes em Ovar

Revista REIS/2005
TEXTO: Manuel Pires Bastos

Ovar mantém, desde os princípios do século XX, uma tradição persistente na laboração de produtos ligados à pintura civil – caulinos, ocas, tintas, vernizes e esmaltes. Muito antes das conhecidas tintas a óleo S. João da Firma Abreu, Silva &; Gomes, na década de 40, e da sua continuadora Ferreira & Marinho (1955), da Sital (1957), da sua sucessora Sika Portugal, e ainda da Isoltintas (1987), as duas últimas ainda em plena actividade, outras empresas houve que, utilizando moinhos de água ou de força motriz, se aventuraram na arte de produzir, primeiro tintas em pó (a partir de caulinos e ocres) e, posteriormente, tintas plásticas, esmaltes e vernizes.

Dyonísio de Araújo Passos – a primeira fábrica de Ocas em Portugal?
O Annuário Comercial de 1900 refere a existência, em Ovar, de um estabelecimento de Ocas, de Dyonísio de Araújo Passos, na Rua Visconde de Ovar.
Informa-nos Vitória Leite Ventura, nascida em Ovar em 19/7/1929, que na Arruela, na antiga viela do Matos (depois Travessa Visconde de Ovar, e hoje Rua Manuel Maria de Matos), foi implantada por Dionísio Passos a 1.ª fábrica de Ocas (tintas de ocre) em Portugal, logo secundada por uma empresa de Leiria (1).
A firma denominava-se Dionísio Passos, Sucessor (o que significa que já vinha de trás), e uma parte da fábrica estava situada na propriedade daquele industrial e outra em edifícios da família da citada informadora.
Os moinhos eram movidos manualmente.

Restos da Fábrica de Dyonísio de Araújo Passos, na Rua Manuel Maria de Matos (Poça), que terá
sido, segundo a tradição local, a primeira fábrica de Ocas e Caulinos criada em Portugal

Faria & Dias Lda
Por falecimento de Dyonísio de Araújo Passos, a fábrica passou para nova sociedade, fundada por escritura de 25/7/1932 (2), destinada “ao fabrico de tintas e respectivo comércio, bem como qualquer outro ramo deliberado por acordo dos sócios”. Estes eram Casimiro Gomes de Faria (cota de 3000$00) (3), Augusto Dias e António Marques (15000$00 cada um). Em 13/12/1935 passou a ter apenas os dois primeiros.
A força motriz era produzida com um gerador a carvão de pedra.

Armando Pereira Lda
Em 27/4/1945, a firma anterior passou para Armando Pereira, do Porto (gerente, com cota de 149000$00) e Francisco Costa (1000$00), sendo, nesta altura, comprado o primeiro motor para a fábrica.
Segundo D. Vitória, o Armando chegou a ter sociedade com o Faria, inventando o carbonil, um produto novo para a conservação da madeira.
Tendo a família Ventura posto e vencido uma acção de despejo contra o Lajes e o Armando Pereira (por lhe ocuparem novos espaços e por pagarem uma renda insignificante) (4), a firma teve que abandonar as instalações e mudar para o lugar do Brejo, ocupando um espaço novo, mas limitado, continuando a produzir, como até aí, tintas em pó, a partir de barros, mas já a electricidade.
Numa placa da nova fábrica do Brejo constava o nome Armando Pereira, Lda (5).

SITAL – Sociedade Industrial de Tintas e Anticorrosivos, Lda
Por escritura de 29 de Agosto de 1957 (6), foi constituída a firma SITAL, “com sede e instalações fabris no lugar do Brejo, freguesia de Ovar, e escritório na Rua de Entreparedes, 62, 1.º, Porto”, que viria a adquirir a fábrica de Armando Pereira, com o respectivo Alvará (7), em 1959, para “o fabrico de tintas, vernizes, gessos, hidrófugos, adjuvantes para cimentos e materiais de construção e ainda quaisquer outros deliberados em assembleia geral dos sócios”.
O capital era, de acordo com a lei, 55% português e 45% suíço.

A antiga entrada da firma de Armando Pereira que ainda se mantém na actualidade nas traseiras das actuais instalações

Surgiu, então, um complexo moderno, dirigido, do Porto, por Walter Tschopp, obrigando à compra de novos terrenos e de moderna maquinaria (8).
Carregando os bidões de tinta na SITAL

Em 1963 parte do capital da SITAL é cedido ao Grupo Lechler Chemie, de Estugarda, Alemanha, e a SITAL faz um contrato, sob licença, com a firma suíça Meynadier & C.ie, para fabrico da mesma gama de aditivos para betão e argamassas de cimento, contrato rescindido em 1986.

Para a Barragem de Cabora Bassa (Moçambique), sairam da SITAL, em Ovar, grandes carregamentos de tintas,
que seguiam de barco e até de avião (em casos de urgência)

Da SITAL do Porto veio o primeiro encarregado, António Graça (9), que teve como sucessores António Lacerda e António dos Santos Almeida (de 1966 a 1974), fundador em 1987, da Isoltintas. (Ver adiante).

SIKA Indústria Química, S. A.
Em 1990 é alterado o regime jurídico da SITAL, que se torna sociedade anónima, passando a fazer parte do Grupo Internacional SIKA (fundado em 1910 na Suiça), e continuando a fabricação de tintas, aditivos para betão, argamassas e mástiques (10).

Godinho & C.ª (11)
Comerciante de azeites, com loja no antigo High Life (actual Mercado), frente à sua residência, António Sousa Godinho, em sociedade com a esposa e o filho David Martins Godinho, montou uma fábrica de tintas em pó junto ao pequeno largo da Rua do Sobreiro (Rua Camilo Castelo Branco), tendo como encarregado Manuel Lourenço da Silva (“Latas”) (12), responsável pelo motor a carvão. (Passou, mais tarde, a electricidade).
Muito do barro e caulino era moído nos moinhos de água das Luzes, propriedade da firma, depois de partido, a martelo, por empregados seus. Outro era preparado em outros moinhos de água e electricidade.
Em 1944, a firma convivia com outras duas, Faria Dias Lda e Abreu Silva & Gomes, e em 1948 com Abreu Silva & Gomes, Armando Pereira, Lda e Fábrica de Ocas e Caulinos, Lda (Anuário Comercial).

Azevedo, Cardoso & Santos
Empresa formada depois de 1948, a partir da compra de Godinho & C.ª (fábrica, e moinhos das Luzes).
Após a saída do Cardoso, ficaram os outros sócios, até que, com o abandono do Santos, restou o Azevedo, mantendo-se o nome da firma (13).
O produto final era acondicionado em barricas, destinadas, sobretudo, às colónias portuguesas.
Nos últimos tempos de actividade o encarregado era José Gomes de Pinho (Pardal), que se despediu, ficando apenas o empregado Manuel Santiago até ao fecho da empresa (14).

Abreu & Silva (15)
Fábrica de caulinos e tintas em pó, nascida em 1935 na Rua das Luzes (actual Rua Dr. João Semana), por iniciativa de António Augusto de Abreu, natural do Porto, cidadão influente, a quem se deve a introdução do Escutismo em Ovar (16).
O sócio Silva, que residia nas Ribas, trouxe da América, onde fora emigrante, conhecimentos do ofício.
As instalações eram rudimentares, “caracterizadas pelo seu motor, a vento, de tirar água, cujas palhetas nos eram tão familiares”, segundo uma crónica de jornal (17).

Abreu, Silva & Gomes
Com a entrada de um novo sócio, Manuel de Oliveira Gomes (Ravásio) (18), com loja no início da Rua Camilo Castelo Branco, a firma passou a ter nova denominação e maior desenvolvimento, aconselhando a criar, de raiz, um espaço mais adequado, o que aconteceu com a compra de terrenos na Rua de S. João, onde foram levantadas instalações amplas e bem estruturadas, aptas a produzir vernizes, secantes e esmaltes, além das tradicionais tintas em pó.


Foram famosas as tintas e os esmaltes Beira-Mar, que dali saíam para todo o país, ilhas e colónias, em latas com rótulos atraentes.
A fábrica ocupava 10000 m2, com diversas secções bem dimensionadas. Em 1951, tinha “a capacidade produtiva de 10000 kg semanais de tinta em pó, e de 70000 kg semanais de tinta esmalte e outras para construção civil e naval, utilizando a técnica da indústria química alemã (19). Fechou em 1957, por não aguentar a pressão dos credores, particularmente Alberto Sousa, do Porto.

Uma Empresa de 3 sócios
Luís Costa Amador, José Maria da Silva Miranda e José Pereira da Silva (Cacêna) foram sócios de uma empresa de caulinos e tintas, talvez substituindo a firma anterior, acabando, ao fim de alguns anos, por abrir falência (20).

Ferreira & Marinho, Lda
Por 1957, Armando Ferreira da Costa e Edmundo Marinho Costa, aproveitando as instalações da Abreu, Silva & Gomes, criaram a firma Ferreira & Marinho Lda, Fábrica de Tintas, Vernizes e Produtos Químicos, produzindo as famosas tintas S. João e a nova tinta Bel-Plast (21), a que se seguiu a Valpamur (fixa, sem gelatina).
De tal modo as tintas S. João se expandiram, que se tornaram concorrentes de outra marca de renome, a Esfinge, tendo as duas firmas decidido associar-se, em 1946, criando a REO, Fábrica de Tintas Reunidas, Lda, com sede e instalação fabril na Rua Rodrigues de Freitas, 302, Vila Nova de Gaia” (22), e com um depósito em Ovar, na Travessa do Passo (23).
As instalações das Tintas S. João, que ficaram vagas, foram, entretanto, adquiridas pela firma Borges, que ali criou a NOVECO (Construções) e que, mais tarde, após o fecho desta empresa, alugou os seus espaços a diversos comerciantes e pequenos industriais (24).

Fábrica de Ocas e Caulinos, Lda
Em 24/1/1946, no notário Dr. António Santiago, de Ovar, foi feita Escritura de Instituição de sociedade entre José Maria da Silva Miranda, Manuel da Silva Ferreira, Carlos de Sousa Nunes da Silva, Joaquim Moreira Póvoas, António Moreira Póvoas e Francisco Brandão dos Santos, com sede provisória na Praça da República, 50, Ovar (loja do Miranda), tendo por objecto a indústria e comércio de tintas e corantes com início em 1/1/1946 (25).
Em Maio do mesmo ano, a firma pediu licença “para instalar uma moagem de barros, barita, terras corantes, caulino (tintas em pó) na Estrada Nova de S. João” (junto à antiga Rabor), incluída na 2.ª classe, confrontando a norte, sul e poente com Paulino de Andrade, José Cacêno e herdeiros do Dr. Paulo, e a nascente com a Estrada Nacional (Edital de 23/5/1946) (26).
Caindo a firma em situação de falência, o terreno foi comprado pelo médico Dr. Arlindo Marques Leal, de Cucujães, que possuía uma oficina de carroçarias nessa vila, e que, na expectativa de produzir carruagens para os comboios, optou por vir para Ovar. Como não lhe foi possível adquirir mais espaço junto à Rabor, decidiu vender o seu terreno aos irmãos Ramires (1947/1948) (27) e comprar um terreno mais amplo na Pardala, onde construiu a fábrica de montagem de automóveis Dalfa (28). (Alberto Ramires, ao instalar, no espaço que adquiriu, o estaleiro das suas pistas de feira, ainda encontrou objectos e produtos da antiga fábrica de Ocas. Posteriormente cedeu o terreno à Rabor, fundando a empresa de plásticos Fapral).

Isoltintas Fábrica de Tintas, Lda
Fundada em 26/1/1987 na Estrada de Carvalho, Válega, em Ovar, por António dos Santos Almeida (na foto), que fora afinador de tintas (1964) e encarregado geral (de 1966 a 1974) da SITAL (29), e que em 1977 começou com pequeníssimas instalações, sendo, simultaneamente, representante da SITAL, aplicador (de materiais) e impermeabilizador.
Hoje, a Isoltintas, com amplas instalações, fornece a construção civil e a indústria com tintas, aditivos, primários, betuminosos, vernizes e argamassas, no continente e ilhas.

Pinho & Cruz Lda
Empresa de moagem de pedra calcária e caulinos fundada em 1945/46 por António Armando de Pinho (Poeira) (30) e Mário Cruz (da Salgueira) (31). Situava-se na Travessa Licínio de Carvalho (Bajunco e Madria), a poente da linha férrea, onde produziam, a partir de pedra calcária, gesso cré (para betumes vidreiros, tintas e colas para alcatifa) e alguns caulinos (destinados à goma para colar sacos).
Neste período trabalhavam ali o filho Armando Abrantes de Pinho e cerca de meia dúzia de empregados, cuja principal tarefa era partir a pedra destinada aos moinhos eléctricos.
A introdução de um britador mecânico coincidiu com a remodelação da fábrica.

Ruínas da antiga fábrica de Pinho e Cruz, Lda, e, posteriormente,
de Armando de Pinho (Tintas Ria-Sol)
Armando de Pinho - Tintas Ria-Sol
Fábrica de tintas em pó, caulinos e outros corantes, nas instalações anteriores (Madria, Ovar) (32), criada cerca de 1958, após a saída de Mário Cruz, que se estabeleceu por conta própria (ver adiante). Ali continuou a trabalhar o filho Armando (33) com alguns empregados (António Capela, António Pirolito, Ala, o “Manquinho”, etc.) (34).

Mário Cruz – Fábricas de Tinta em pó (35)
Antigo maquinista (fogueiro) da firma Godinho & C.ª, e sócio da Pinho & Cruz, Lda., passou, depois (cerca de 1958/60), a produtor independente, com duas rodas de moinho (a electricidade) dentro de um pequeno edifício que adaptou no lugar do Temido (por trás das oficinas da CP), intitulando-se “industrial de mim mesmo”. Utilizava pedra calcária (para produzir pó de gesso-cré) e caulino (para colas de papel, que vendia sobretudo em Paços de Brandão). Montou uma fábrica em Paçô, Válega, perto da loja do Reis, que fornecia outras fábricas, e que depois foi continuada por Tábuas & Leite, Lda (caulinos, gesso, tijolo moído). Após a sua morte, a fábrica do Temido foi comprada por um Borges, servindo de armazém de máquinas de jogo.

Moinhos de caulinos e gessos

Moinhos do “Frazão”
Moinho de levada, de 4 mós, para moer farinha, com assento no rio Lajes, no lugar do Temido. José Maria Onofre transformou-o em fábrica de caulinos, ainda funcionando como tal em 1923 (36).
Sucedeu-lhe seu filho Augusto Onofre, antigo empregado dos Bonifácios (e, como tal, fiscal das obras do Cine-Teatro), que emigrou para o Brasil.Moíam para outras fábricas, incluindo a Godinho e C.ª.
Os barros eram secos ao sol, numa eira próxima (comprada ao Frazão, com o resto do terreno, por Mário Miranda). Um filho do Frazão (37), residente no Brasil, vendeu o moinho, por escritura de 1930, a Salviano Pereira Soares (38), voltando a moer farinha, negócio continuado pelos seus descendentes.

Moinho das Luzes
Dos sete moinhos existentes, há 50 anos, na levada das Luzes – “extraordinária obra de engenharia hidráulica” (39) –, cinco (os amarelos) eram da Godinho & C.ª e dos seus continuadores (40).
Ali moeram caulinos, entre outros, o Arnaldo do Estevão (41), o Ti Manuelzinho “do barro” e o Salgueiro (de Válega).
As pedras eram secas ao sol, sobre zincos.

Moinhos do Dr. Huet
Moeu caulinos (2 rodas) e cereal (1 roda) neste moinho do Rio das Lajes (actuais instalações dos Escuteiros), próximo da estação dos caminhos-de-ferro, durante muitos anos, João Maria da Costa Resende, com a ajuda da mulher e dos filhos (42), que partiam o barro. O pó era vendido ao José Miranda, residente em S. João, mas com loja na Praça. O João Maria era perito em arranjo de relógios e máquinas de costura.

Moinho do Sobral (Moledo)
Ângelo Ruído moeu, durante muitos anos, em moinho movido a electricidade, pedras de brancoliz para Godinho & C.ª e para Azevedo Cardoso & Santos, que lhas levavam de camioneta e lhe pagavam x por tonelada.

NOTAS:
(1) Talvez trate da “Fábrica de Terras Corantes de Leiria” onde, antes de vir para Ovar, trabalhou um Cardoso, da firma Azevedo, Cardoso & Santos (ver adiante).
(2) Escritura publicada no “João Semana” de 31/5/1945.
(3) O Faria residiu na Rua Visconde de Ovar, 126, casa que, tal como a fábrica, era da Família Ventura.
(4) O julgamento sumário teve lugar nas instalações da Travessa Visconde de Ovar, “com o escrivão Carregã a escrever à máquina” (informação de João da Silva Costa).
(5) Informação de Manuel Valente (da Hermínia), da Rua Ferreira Meneres, que foi ali empregado durante um ano e meio, “a partir barro”, ficando, depois, ao serviço da SITAL.
(6) Publicada no Diário do Governo n.º 219, III Série, de 19/8/1957 e “Notícias de Ovar” de 19/8/1957.
(7) Alvará n.º 51315 certificado pela 1.ª Circunscrição Industrial do Porto em 10/4/1961.
(8) Foram enterradas nos alicerces da nova fábrica diversas pedras da antiga, e a sua maquinaria terá ido para a fábrica de Pinho & Cruz (ver adiante). Foram introduzidos em 1965 moinhos de cuba, com esferas de vidro para moer esmaltes (informação de Manuel Valente). Foram sócios Correia da Silva (Porto) e Lobão (pai do actual responsável João Lobão).
(9) Passou para a SITAL onde esteve dois anos, emigrando, depois, para o Brasil.
(10) Em 1985 a Lechler Chemie adquiriu a maioria do capital social da SITAL e foi vendida à multinacional SIKA Finanz AG.
(11) Godinho & C.ª Fábrica a vapor de tintas em pó (“Tradição”, V. da Feira, 1930/1940). A firma era irregular, segundo nos afiança Augusto Gomes dos Santos, sócio da empresa que lhe sucedeu. O espaço tinha sido ocupado por uma olaria.
(12) O apelido “Latas” veio-lhe da anterior profissão do latoeiro.
(13) O António Cardoso era de Leiria, onde trabalhava na Fábrica de Terras Corantes de Leiria. O Azevedo, natural do Porto, e ali escriturário na delegação da Fábrica de Leiria, chegou a residir em Ovar. Augusto Gomes dos Santos prosseguiu o negócio de fabricação de tintas em Arcozelo (V. N. de Gaia), em nome próprio, levando consigo o encarregado João Rodrigues Conde. Dedicado cultura popular, viria a ser presidente da Federação Portuguesa de Folclore.
(14) O Alvará terá saído de Ovar, e o prédio foi vendido, com os moinhos das Luzes, a António Godinho Valente (Parreira), emigrante em França.
(15) Abreu & Silva Almagres, ocres, sombras (Tradição, V. da Feira, 1939/1940).
(16) Cf. Bastos, Manuel Pires, “73 Anos de Escutismo em Ovar”, em Dunas, n.º 4, Novembro de 2004).
(17) “Coisas da Nossa Terra – A Fábrica de Tintas e Vernizes”, em “Notícias de Ovar”, 6/9/1951.
(18) Natural de freguesia próxima, e falecido em Braga, em casa de uma filha professora.
(19) “Notícias de Ovar”, 11/11/1948 e 15/9/1949.
(20) Informações de José Maria Fernandes da Graça.
(21) Tinta Bel-Plast: - Ferreira & Marinho, Lda, um produto S. João (anúncio no Boletim GAV, n.º 1, Agosto de 1958). Tintas “S. João”, anúncio no Guia Turístico Comercial e Industrial de Ovar”, 1959.
(22) “Notícias de Ovar”, 17/12/1946.
(23) Revista “Reis”, 1967.
(24) “Uma novidade por semana”, em “Notícias de Ovar”, 17/12/1964.
(25) Fábrica de Ocas & Caulinos, Lda, escritura publicada no “João Semana” de 14/2/1946.
(26) “João Semana” de 6/6/1946.
(27) Revista “Reis”, 1985, “Alberto Ramires – Do Poço da Morte à Alta Indústria”.
(28) Depois cedida a Tasso de Sousa para montagem dos carros Sunbean e, depois, Mazda.
(29) Vítima dos saneamentos políticos de 1974, estabeleceu-se, em 26/11/1977, com a firma A. Almeida, Lda, e com agência da SITAL. Nascido em Santa Marinha de Gaia, em 18/1/1940, casou em Valbom com Maria América Moreira, daí natural.
(30) Natural de Ovar. Antigo empregado da Godinho & C.ª, casado com Zulmira Rodrigues Abrantes da Costa, também de Ovar, residente na Rua Ferreira Meneres.
(31) Natural de Ovar, residindo na Rua Ferreira Meneres.
(32) No Annuário Comercial de 1961 aparece como Fábrica de António Armando de Pinho, sendo a única referida como tal. (Jaime Bernardes Silva, também citado, deve ser apenas comerciante de Ocas).
(33) Trabalhou na fábrica mais de 30 anos, servindo as duas firmas.
(34) Em 1967, a revista Reis ainda traz um anúncio desta firma, referindo a venda de gesso- cré nacional e gesso-cré superior por A. Armando de Pinho, Madria, Ovar
(35) Anúncio no Guia Turístico Comercial e Industrial de Ovar 1959.
(36) Informação de Mário Miranda, que ali viveu desde criança.
(37) Filhos do Frazão velho: João Luís (armazenista de azeite na Rua Alexandre Herculano, actual garagem do Paciência) e, no Brasil, uma filha, mãe de Mário Frazão.
(38) Casado com Maria Ferreira Nunes (Marquinhas da Fargola), que vive no moinho.
(39) Manuel Pires Bastos e João da Silva Costa, “Caminhos da Farinha Passam por Ovar”, revista Reis, n.º 29, 1995.
(40) Os dois últimos, o dos Bonifácios (o mais a poente, mais tarde demolido) e o das Silveiras (o seguinte, que passou, com a quinta anexa, para os Almeidas dos vinhos) apenas moíam farinha.
(41) Vivia no Moinho mais a nascente, com o seu burro. Passou, depois, a moer casca.
(42) Era casado com Olívia Marques Resende. Filhos: Domingos, Maria (Rua Camilo Castelo Branco); Glória (falec. em Ovar), Venceslina (falec. no Brasil), Anselmo (músico e escuteiro, falec. na América).

Texto publicado no n.º 39 da revista “Reis” (2005)
Edição da Trupe JOC/LOC
http://revistareisovar.blogspot.pt/2010/07/das-ocas-e-caulinos-as-tintas-e.html

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